POSSE DE ARMANDO PRESTIGIADA POR MINISTROS, SENADORES, DEPUTADOS, EMPRESÁRIOS, EQUIPE ECONÔMICA, AMIGOS E FAMILIARES

POSSE DE ARMANDO PRESTIGIADA POR MINISTROS, SENADORES, DEPUTADOS, EMPRESÁRIOS, EQUIPE ECONÔMICA, AMIGOS E FAMILIARES

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ao atrair, ontem, 16 ministros, inclusive toda a equipe econômica para a solenidade de transmissão do cargo de ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro Neto (PTB) deu uma demonstração de que será um auxiliar extremamente influente no Governo, com forte inserção em todas as suas áreas.
Mais de 600 convidados lotaram dois auditórios do Banco Central, um deles com telão ao lado do principal. Empresários de peso, como o presidente da CNI, Robson Braga, Paulo Skaf, ex-presidente da Fiesp, Jorge Gerdau, Carlos Alberto de Oliveira (Grupo Caoa) e Eduardo Moreira Ferreira, também ex-presidente da Fiesp, foram destacados no evento.
Também anotados Eduardo Macedo, do Grupo Vivo, Marcos Dubeux, da Moura Dubeux, Janaína Donas, da Alcoa e Luiz Henrique Bezerra, da Volkswagen, Marcelo Moraes, da Associação de Fabricantes de Veículos (Anfavea), além do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).
Impressionou, igualmente, o número de senadores e deputados federais. Na sua fala, que agradou em cheio o PIB nacional, Armando reconheceu que o País ainda apresenta elevados custos na produção por causa de um sistema tributário complexo que, segundo ele, onera os investimentos e as exportações.
Para Armando, o Governo se reinaugura com o compromisso de dar respostas a novos desafios para levar o País à retomada do desenvolvimento. “Nenhum de nós desconhece que o objetivo central de qualquer política econômica deve ser o crescimento, sem o qual o Brasil terá reduzidas chances de equacionar seus problemas estruturais”, afirmou.
O discurso de Armando foi dirigido ao empresariado, com a intenção de elevar a sua autoestima. “O setor produtivo tem se defrontado com um preocupante descompasso entre a elevação de custos e o crescimento da produtividade. Essa equação impacta negativamente a formação da nossa taxa de poupança doméstica e, por consequência, a capacidade de investimento da economia”, afirmou.
Outro ponto destacado no seu discurso para animar o PIB nacional foi antecipar que o papel primordial do seu Ministério será posicionar o tema da competividade no centro da atenção política, “sobretudo quando o novo quadro internacional nos aponta para uma forte retração no preço das commodities”.
Por fim, prometeu estreitar a interlocução do Governo com o setor privado, que, em sua opinião, é o grande protagonista do processo de retomada do desenvolvimento. “Vamos fortalecer os canais institucionais de representação empresarial, como os conselhos consultivos”, prometeu.
RECADO – Ao final da sua fala, Armando mandou um recado político. Disse que servirá a Pernambuco servindo ao País. Foi uma referência ao fato de ter perdido a eleição para governador numa campanha vitoriosa até o trágico desaparecimento do ex-governador Eduardo Campos, em agosto, quando foi mudado o curso do processo eleitoral, resultando na vitória de Paulo Câmara, que não apareceu no evento.
Emoção e ministros– Armando chorou, ontem, ao falar sobre a ausência do seu pai Armando Filho, mas em seguida destacou o fato de sua mãe Maria do Carmo ter presenciado a participação ministerial da família em três governos distintos: Getúlio (seu pai, ministro do Trabalho), Jango (seu esposo, ministro da Agricultura) e agora Dilma, com o filho Armando.
Boa impressão– O vice-governador Raul Henry (PMDB), que representou o governador Paulo Câmara, chegou cedo ao local da cerimônia e ficou ao lado do governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PDT). Aos jornalistas, disse que gostou do discurso de Armando, ressaltando ter sido uma solenidade bastante prestigiada
Fernando na posse– Dos três senadores de Pernambuco, dois estavam no ato de Armando: Douglas Cintra (PTB), seu suplente, a quem se referiu como “meu senador”, e Fernando Bezerra Coelho, que se elegeu na coligação do adversário Paulo Câmara, a quem se referiu como “o novo senador eleito pelo Estado de Pernambuco”.
A CARTA– A emoção de Armando, quando chorou ao falar sobre a sua família, foi provocada por uma carta do pai Armando Filho, feita de próprio punho e entregue a ele pela mãe Maria do Carmo momentos antes de fazer o seu discurso na solenidade.
IMPRENSA– Na conversa com jornalistas, ontem, em Brasília, o ministro Armando Monteiro reafirmou que enviou convite oficial para a solenidade de transmissão de cargo para o governador Paulo Câmara. “Não faria tamanha descortesia”, afirmou.
Perguntar não ofende: Por que Paulo Câmara disse aos jornalistas que não recebeu convite para posse de Armando?

Fonte: Blog do Magno Martins

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