Missa do vaqueiro em Canhotinho vira ato político da oposição

Missa do vaqueiro em Canhotinho vira ato político da oposição


Transcrevo na íntegra matéria divulgada no blog do Roberto Almeida

Por Josué Nogueira - O entendimento em torno de um projeto que unifique os partidos e apresente a Pernambuco novas propostas, "um novo rumo e um novo tempo" foi o discurso que alinhavou as declarações das lideranças de oposição que participaram, neste domingo (10), da 16ª Missa do Vaqueiro de Canhotinho, no Agreste Meridional.

O evento, que foi iniciado pela manhã se estendeu até à tarde, foi uma espécie de "renovação de votos" de partidos de oposição em relação à construção da frente oposição ao governador Paulo Câmara (PSB) em 2018, lançada há duas semanas em Caruaru. 

Embora os Coelho tenham chegado e se retirado mais cedo, não se encontrando com o senador Armando Monteiro (PTB) e com ministro das Cidades, Bruno Araujo (PSDB), o clima foi de sintonia.


Armando afirmou, em discurso, que a missa do vaqueiro se converteu na expressão da convergência de propostas e que Canhotinho, assim como todo o povo de Pernambuco, "não se dobra às injunções e ao quadro de mediocridade que infelizmente hoje marca a vida política do estado".


Ao elogiar a capacidade de articulação do ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), disse que o grupo está à frente de uma equação política que oferecerá a Pernambuco um tempo de esperança e de construção.


O também senador Fernando Bezerra Coelho, que acaba de deixar o PSB para se filiar ao PMDB, afirmou que até o final de outubro a frente de oposição ao governo de Paulo Câmara (PSB) estará definida. "Lá, vamos apresentar para reflexão dos pernambucanos uma série de propostas", frisou. FBC acrescentou que as conversas que vêm acontecendo entre PMDB, PSDB, DEM e PTB se estenderão a outros partidos e as definições sobre formação de chapa só se acontecerão em fevereiro.



Bruno Araújo também reforçou que o diálogo é o caminho para a afinação as forças que já se posicionaram para fazer o contraponto à reeleição de Câmara. A despeito da postura governistas de deputados estaduais na Assembleia Legislativa, Araújo garantiu que "todo" o PSDB estadual entende que Pernambuco precisar passar por um processo de renovação.


Por sua vez, o ministro das Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho (PSB) - apresentado por FBC como opção para o governo - destacou que, assim como o PMDB, os demais partidos têm nomes já postos que merecem ser analisados. "O importante é cada um fazer o seu trabalho e trabalhar pela unidade dessas forças. O nome será aquele que merecer a confiança desse conjunto".



Líder político com bases no Agreste Meridional e anfitrião da festa, ao lado do prefeito Felipe Porto (PSD), o deputado Álvaro Porto (PSD) disse que a missa deste ano simboliza o clamor de Pernambuco por mudanças. Ao falar em discurso já após os Coelho terem deixado Canhotinho, disse que estas mudanças virão de lideranças como Armando Monteiro, Bruno Araújo, Fernando Bezerra, Fernando Filho e de deputados como Priscila Krause (DEM) e Silvio Costa Filho (PRB), que também compareceram.


Porto lembrou ainda que, embora a missa esteja no calendário oficial de eventos de Pernambuco, o "governo inoperante" de Paulo Câmara não destoou nem um centavo à festa.

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