PSB está definitivamente de volta as origens

PSB está definitivamente de volta as origens


Por Wellington Freitas.

Muito criticado na época do Impeachment da então presidenta, Dilma Roussef (PT), por abandonar sua linha de esquerda, o PSB parecia enfeitiçado pela cobiça de cargos no alto escalão do governo federal, principalmente para seus correligionários pernambucanos. Na época muitos historiadores e saudosistas políticos lembravam do histórico de lutas e defesa das causas sociais em que o PSB fora erguido. Que o diga o ex-governador e “mito”, Miguel Arraes.

Naquela oportunidade, o PSB pernambucano, exonerou alguns secretários que são deputados federais, para que os mesmos votassem pelo afastamento de Dilma, como foi o caso de Danilo Cabral (PSB) e André de Paula (PSD). Com o afastamento da presidente quem ganhou espaço foram os deputados, Mendonça Filho (DEM), Bruno Araújo (PSDB), Fernando Filho (PSB, enquanto não é expulso) ...

Desgastados com o governo de Pernambuco, Mendonça e Bruno Araújo, trataram de aproximarem-se do senador Armando Monteiro (PTB) enquanto Fernando Filho fazia parte dos planos do seu pai, o senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB). O PSB ficou no vácuo e viu a oposição a seu governo aumentar. Desde aquela época que o partido buscava a redenção com o povo brasileiro e pernambucano.

E parece que encontrou o caminho para a redenção.

Nesta quarta-feira (18), o partido conseguiu trocar a liderança do partido na câmara. Saiu a deputada, Tereza Cristina (PSB-MS) e pela primeira vez desde o Impeachment de Dilma o partido conseguiu votar unificado. Todos os quatro membros do partido votaram contra o relatório que pede o fim da denúncia contra o presidente, Michel Temer (PMDB).

Danilo Cabral, agora é membro titular da CCJ da câmara e deu a seguinte declaração: “esse foi um marco no reposicionamento do partido”. Danilo lembrou que na próxima semana os socialistas expulsarão alguns deputados de sua sigla, entre eles o pernambucano e ministro, Fernando Filho, consolidando assim uma margem para manter a oposição ao governo.

Tudo isso está ligado à reeleição do governador, Paulo Câmara (PSB), que busca atrair a esquerda e o PT do ex-presidente, Lula.

Um comentário:

  1. Foram 2 erros estratégicos cometidos pelo PT e PSB quando não deveriam ter se dividido num momento em que o Brasil precisava do apoio e união de ambos os partidos.

    Provavelmente não teríamos hoje um presidente fraco que vem vendendo o patrimônio do povo brasileiro!

    ResponderExcluir

Comente com responsabilidades, não ofenda e nem acuse a quaisquer cidadão. afinal o blog, o blog é de vocês.