Saloá no túnel do tempo


Saloá no túnel do tempo


Saloá na década de 50 ou 60 e 70. Essa histórica e belíssima raridade fotográfica foi postada originalmente no Facebook por Lucinha de Adejar, professora e filha altiva da nossa cidade. Os mais jovens precisam de orientação para se localizarem no tempo, já os mais “velhos”, bate o sentimento de saudosismo e a certeza de que o tempo não volta.

Na imagem 1, (da esquerda para a direita) temos a antiga fábrica de despopar café do sr. José Antonio Filho, mais conhecido por Sr. Jota. Hoje é o local que está edificado a Barra Nova Magazine. Ao lado a antiga construção é atualmente o mercado do Sr. Gilvan Pereira e bem ao lado o que conhecemos como a prefeitura. A Praça São Vicente ainda não existia, era apenas terra batida.


Na imagem 2, temos a antiga rodoviária de Saloá, de onde saiam os embarques e desembarques para as cidades vizinhas e também para São Paulo. Hoje esse local é onde fica localizado os mastros das três bandeiras na praça São Vicente, bem defronte à prefeitura. Bem no centro, hasteando a bandeira do Brasil, vemos o ex-prefeito, Ubirajara Barbosa da Silva.

Todos os créditos para a professora Lucinha de Adejar.

3 comentários:

  1. José Antonio Neto30 de janeiro de 2018 15:52

    Wellington, permita-me uma correção. A fábrica de beneficiamento de café pertencia a José Antonio Filho, mais conhecido como JOTA, irmão de Elpídio. Ele comprava café em grãos in natura dos produtores da região. Os grãos eram postos para secar e depois despolpados, ensacados e vendidos para diversos Estados do País. Nas festas de São Vicente e no Natal, era colocadas gambiarras nos postes de madeira existentes na praça, e as lâmpadas translúcidas eram acessas com a energia alimentada pelo potente gerador da fábrica de Jota, também conhecido como Jota Vicente e um dos mais prósperos empresários da região. Jota era filho de José Antonio e Quitéria Vicente e irmão de Elpídio, Onésimo (falecido há poucos dias, como noticiado pelo blog), Antonio e Manoel, além de Maria Áurea (minha saudosa mãe), Valdeci, radicada em São Paulo; Maria de Jesus, radicada no Janga, em Paulista, Zélia e Clarione, já falecidas.

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  2. Que descrição maravilhosa, irei retificar com todo prazer e alegria. Tinha ficado na dúvida de quem era a fábrica realmente, se de Jota e Elpídio. Muito obrigado pela participação. Forte abraço. Wellington Freitas.

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  3. José Antônio Neto30 de janeiro de 2018 22:26

    Obrigado Wellington, obrigado Sra. Lucinha.
    Essa postagem indica a necessidade de destacar meus tios como integrantes do time de empreendedores que fizeram Saloá crescer. Antônio José da Silva, ou Antônio Vicente, ou ainda Antônio da Loja, tinha talvez a primeira loja multicomercial da cidade, por reunir padaria, secos e molhados,lanchonete, tecidos e aviamentos, além da venda de gasolina e querosene. Seu irmão Elpídio, também tinha padaria e fundou a primeira sorveteria de Saloá, com a venda de picolés e sorvetes. Os dois, nas festas de fim de ano, promoviam bailes populares em seus salões, cobrando simplesmente uma cota - sistema que consistia em colocar uma pessoa, com um lenço vermelho, circulando pelo salão para receber o pagamento. O "cobrador" colocava o lenço no ombro do cavalheiro e ele parava momentaneamente de dançar para pagar a cota. Elpídio também tinha um serviço de alto-falantes que poderia ser definido como embrião de uma rádio comunitária.
    Em outro ramo comercial, destacou-se Onésimo José da Silva, também conhecido como Onésimo Vicente, dono da primeira farmácia de Saloá.
    Tendo como gerente José de Freitas Sobrinho, o competente Seu Zequinha, conhecido em toda região por seu profundo conhecimento da farmacologia popular e responsável pela prevenção e cura de muitas doenças de crianças e adultos da cidade. Como dizia minha falecida mãe Maria Áurea, esposa de João de Amorim, meu saudoso pai, Seu Zequinha era o verdadeiro médico das famílias saloaenses e das cidades próximas, atendendo a todos sem nenhuma distinção.
    As atividades empresariais de Jota Vicente, na área de beneficiamento de café já foram destacadas no comentário anterior, restando Manoel José da Silva, o irmão mais novo, que também abraçou o ramo de farmácia, mas fixou-se no Rio de Janeiro e depois em Olinda.
    Todos trabalhando sob as orientações de meu avô José Antônio, que vivia da agricultura e da pecuária e, como avó Quitéria era devota de Nossa Senhora da Conceição, ele promovia uma novena, todo mês de dezembro, com atividades religiosas e montagem de parque de diversões no pátio externo de sua casa, com carrossel, roda gigante e canoas, além de barracas para venda de bebidas e comidas típicas.Era uma festa.
    Faço esse pequeno relato e sugiro que descendentes de outras famílias contem suas respectivas histórias, a fim de mostrar aos jovens de hoje como foi construída a nossa cidade. Como exemplo lembro de Seu Antônio Marçal, que atuava no ramo de cereais, Seu José Vicente, dono de uma fábrica de aguardente e de vinho de Jurubeba, do seu Germano Gama, proprietário de uma mercearia que também vendia gasolina, querosene e gas-óleo que ficavam em tonéis na frente da loja, de seu Antônio Ricardo, que montou um chafariz para atender a população de Saloá, com "água boa", como se chamava na época a água mineral que vinha de dos mananciais existentes em suas terras no distrito da Prata. São nomes e mais nomes de empreendedores que, movidos pelo idealismo e o amor a Saloá, ajudaram o município a se desenvolver.
    Que tal os leitores do blog ajudarem no resgate desses pioneiros que só fizeram enriquecer a história da cidade?
    Fica a sugestão.

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