O governo Izaías Régis e a sucessão municipal

O governo Izaías Régis e a sucessão municipal

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“Que não se enganem os amigos que acham que por conta do resultado das últimas eleições estaduais o prefeito Izaías tá morto politicamente”. A frase acima descrita é de um dos futuros adversários do prefeito Izaías Régis (PTB), que nos últimos dias mantive conversa bastante proveitosa.

Bem avaliado, fez um ótimo primeiro mandato (prova disso foi a eleição de 12 das 13 vagas disponíveis na câmara), com obras estruturantes espalhados por várias localidades, possui um amor e uma paixão inigualável por Garanhuns, atraiu investimentos de ordem privada para a cidade como nunca visto antes.

A partir de sua reeleição - como bem escreveu o jornalista e blogueiro, Roberto Almeida -, patinou um pouco, atraiu pautas negativas para sua gestão (como o desgaste com os professores), veio o desgaste natural e acabou sendo vítima do seu próprio discurso quando apoiou candidaturas a deputados que não tinham identidade publicamente reconhecida com a terra.

Mas, o futuro da política em Garanhuns ainda depende de Izaías, pelo simples fato de ser o prefeito (de dar as cartas) e possuir um grande poder de adaptação (readaptação), para conseguir reunir novamente musculatura política que façam de seu sucessor um forte candidato com plenas condições de vitórias.

A oposição aumentou é verdade, ganhou corpo, adeptos e também deve apresentar um bom nome (bons nomes) para o pleito de 2020 que se avizinha.

Novamente nesse ponto concordo com o experiente Roberto Almeida, Pedro Falcão e Sivaldo Albino (não necessariamente nessa ordem), podem vir a ser tornar uma dupla bastante competitiva seja qual for o candidato a prefeito – se bem que acho que o vice na chapa teria que, digamos assim, ser uma pessoa com cheiro de povão -.

Uma candidatura de algum político que não tenha raízes intricadas no município é praticamente um suicídio, pois quem sabe interpretar o perfil do eleitorado garanhuense sabe que os filhos da terra não aceitam aventureiros. Garanhuns baniu do cenário político Antonio João Dourado (que tinha apoio de Eduardo Campos) e enterrou os votos de Álvaro e Silvinho (mesmo com o apoio de Izaías). O único que conseguiu bons resultados e mesmo assim, não saiu vitorioso, foi Zé da Luz.

A câmara de vereadores terá um papel primordial na eleição de 2020, pois pode sair dali o candidato do prefeito, ou o vice, a indicação ou apoio para o futuro prefeito de Garanhuns. Izaías não pode ser mais candidato e isso será um fato relevante para o arranjo político futuro e escutar o colegiado político da câmara será importantíssimo.

Qualquer um político que se disser pré-candidato do governo nos próximos meses poderá está cometendo um auto flagelo, haja visto os vários interessados na indicação. Quem se disser candidato do governo poderá está atraindo para si uma forte “oposição” e com isso criando sérios obstáculos para o próprio futuro.

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