Pressionado pelas declarações de Bolsonaro, CUBA rompe acordo com o Brasil em relação ao MAIS MÉDICOS – Presidente diz que dará asilo aos que ficarem e condiciona atuação ao REVALIDA

Pressionado pelas declarações de Bolsonaro, CUBA rompe acordo com o Brasil em relação ao MAIS MÉDICOS – Presidente diz que dará asilo aos que ficarem e condiciona atuação ao REVALIDA

fim do Mais Médicos

O presidente de Cuba, Raul Castro, decidiu nesta quarta-feira (14) retirar do Brasil todos os 11 mil médicos que estavam trabalhando em nosso país no programa “Mais Médicos” desde o governo de Dilma Rousseff.

De acordo com o documento divulgado pelo Ministério da Saúde de Cuba nesta quarta-feira, Bolsonaro “desrespeita a dignidade dos cubanos, em tom direto e depreciativo, ameaça a presença de nossas referências médicas e reitera que vai modificar os termos e condições do programa, com desrespeito à Organização Pan Americana da Saúde (Opas) e à Cuba”.

O governo de Cuba considerou inaceitável Bolsonaro questionar a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos seus médicos que atualmente prestam serviços em 67 países.

O comunicado ressalta ainda as façanhas da luta contra o vírus Ebola na África, a cegueira na América Latina e no Caribe, a cólera no Haiti e a participação de 26 brigadas contra epidemias no Paquistão, Indonésia, México, Equador, Peru, Chile e Venezuela, entre outros países.

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou pelo Twitter que o governo cubano não aceitou as condições estabelecidas para manter o programa.

“Condicionamos a continuidade do programa Mais Médicos à aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou”, escreveu o presidente na rede social.

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