Depois dos trabalhadores Igreja Católica pode ser a próxima perseguida pelo governo Bolsonaro

Depois dos trabalhadores Igreja Católica pode ser a próxima perseguida pelo governo Bolsonaro


Começa a eclodir nos maiores meios de comunicação do País, que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), trata a Igreja Católica como oposição e tem planos de espionagem contra a instituição. A informação foi publicada pelo jornal “Estadão” neste domingo (10).

Pelas informações, o governo Bolsonaro está com receio das ideias defendidas pelos religiosos e seu grande alvo seria tirar da pauta o “Sinodo da Amazônia” evento que será realizado em Outubro no Vaticano.

Resultado de imagem para ditadura militar e perseguição á igrejaO jornal “O Estado de S. Paulo” noticiou que o governo brasileiro monitora com preocupação a organização do Sínodo e que pediria ajuda à Itália para travar a exploração de temas da Igreja que ele (governo) considera ligados à esquerda.

A questão é que, para o Palácio do Planalto, os partidos de esquerda brasileiros estariam perdendo o protagonismo, e assim, a Igreja assumiria uma posição mais destacada na discussão de temas considerados pertencentes à agenda esquerdista(grifo nosso).

Ainda de acordo com as informações consultadas, segundo o governo Bolsonaro, o evento estimularia programado do Vaticano, estimularia a discussão sobre a situação dos: povos indígenas, além dos povos quilombolas e mudanças climáticas provocadas pelo desmatamento da Amazônia. Segundo documentos obtidos pelo Palácio do Planalto, a visão dos militares do governo é que o Sínodo da Amazônia pode ser uma oportunidade para que o chamado “clero progressista” critique a gestão de Bolsonaro e provoque um impacto internacional.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, disse o seguinte no Twitter: “Se de fato o governo federal estiver espionando e tratando a CNBB como “inimiga interna”, estamos diante de um dos maiores escândalos deste começo de ano. Inaceitável a volta da “doutrina da segurança nacional” da ditadura”.

Resultado de imagem para ditadura militar e perseguição á igrejaJá o senador de Pernambuco, Humberto Costa disse: “Na sua sanha persecutória, o governo tem usado a Abin para fazer investidas contra a Igreja e seus fiéis. Vale lembrar que o Brasil é o país com a maior população católica do mundo, representando sozinho 27,5% dos católicos de todo o globo. É inaceitável esse tipo de ação em um país que se diz democrático. Não vamos aceitar esse absurdo. No Senado, vamos discutir ações e pedir explicações ao governo”.

Humberto ainda complementou: “A Amazônia não diz respeito somente ao Brasil. Há outros países latino-americanos que também têm em seu território uma parte da floresta. E nós sabemos o quanto o Brasil vai mal nesta questão do meio ambiente. Nós ainda estamos chorando os mortos do último desastre ambiental, em Brumadinho”.

A ação do governo Bolsonaro lembra um “período sombrio” da história do Brasil, a ditadura militar, quando a Igreja sofreu com ações de difamação, invasões, prisões, tortura e até assassinatos.

Compilado por Wellington Freitas dos blogs: Blog do Jamildo; Twitter governador Flávio Dino; blog do Magno Martins; blog do Esmael e jornais Estadão e O Estado de S. Paulo.

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