Entre aplausos e vaias, Bolsonaro teve “noite de Dilma” no Maracanã


Entre aplausos e vaias, Bolsonaro teve “noite de Dilma” no Maracanã


A presença do presidente Jair Bolsonaro (PSL) a final da seleção brasileira no Maracanã, na noite do domingo (07) evidenciou o que as pesquisas já mostravam e os movimentos nas ruas deixavam claro: a divisão política no Brasil continua.

Era para ser a apoteose do show orquestrado por ele próprio no Maracanã. Mas no minuto em que a figura do presidente Jair Bolsonaro foi projetada nos telões do estádio da final da Copa América, durante a cerimônia de premiação da competição, uma sonora vaia tomou conta do palco da grande decisão.

A grande maioria dos 69.986 espectadores do Maracanã reprovou a presença do político na celebração, como aconteceu tantas vezes com a ex-presidente Dilma Rousseff, embora tivesse quem o aplaudisse entre os presentes. Um tímido grito de “Mito! Mito!” não ganhou coro e foi rapidamente abandonado.

Convidado pela Confederação Sul-Americana de Futebol a participar da celebração, Bolsonaro foi quem vestiu a medalha de campeão no técnico Tite, que o cumprimentou fazendo uma reverência. O presidente tentou um abraço mais efusivo, puxando o treinador pelo pescoço, mas não teve sucesso.

O zagueiro Marquinhos sequer apertou a mão do presidente, passando reto pelo mandatário (depois, na zona mista, o camisa 4 disse já havia o cumprimentado). Como um verdadeiro penetra de festa, Bolsonaro “invadiu” a celebração dos jogadores brasileiros.

O jogador Fagner do Corinthians era um dos mais entusiasmados da seleção e quando Bolsonaro se juntou a seleção no gramado para uma foto puxou o coro de “Mito, Mito, Mito”.

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